João, Adorei a manchete: VELHA GUARDA DO DIPO ... O olhinho da matéria pode ser: A Velha Guarda (VG) do Dipo toma todas e, mesmo doidona, relembra de uma época em que redação era saudável, repórter sabia o peso das palavras e não existia máquina digital, que transformou qualquer lambe-lambe em paparazzo A matéria: (Revisão e acréscimos são bem-vindos) Sem saudosismo das pretinhas e das laudas, a VG do Dipo que comia muito sanduba no Estadão e enchia a cara no Mutamba, barzinho ao lado da Gazeta, se reuniu na Seabra’s Mansão, do milionário Marcos Seabra (OO), conhecido como o Antonio Ermírio da Mooca (o OO é a idade. Sem idade do entrevistado, a apuração vai pro lixo. Aceita-se a aspa “não declarada” ) na noite de sábado, 6. No final, o coitado do anfitrião ainda entrou na berlinda. A velharada, ou VG para ser politicamente correto, saiu de lá dando com a língua nas próteses: falou mal da comida, da bebida e insinuou que a fortuna do ex-rapaz é fruto do golpe do baú, aplicado numa médica loira. Regina Abrão (OO) e João Carlos Moreira (OO), baluartes que resistiram às mudanças do mais antigo jornal do Brasil em circulação, fizeram um discurso emocionante no evento, que já entrou para o calendário oficial de Sampa. Traçaram um paralelo de como era a redação da época em que seus contemporâneos ainda não tinham chegado à Terceira Idade e a atual. Naquela época, roubo de Rolex nos Jardins ainda não tinha virado uma coisa banal. A gente ia era para a periferia, que o meu lado carioca insistia em chamar de subúrbio. João Sorima (OO), braço-direito do ministro Margarina, relembrou as coberturas gloriosas da folia paulistana, muito - mas muito mesmo - antes da inauguração do Sambódromo do Anhembi. Inclusive da também terceirona Vera Rosa, que até hoje arrebenta na política do Estragão, que cochilava nos camarotes quando a Descamisada Verde-e-branco desfilava. Mas o papo do Canário ficou mais interessante depois da terceira caipirosca. Falou o que povo queria ouvir: relatou suas intimidades com uma ex-vizinha da São João. Carlos Prieto (OO), outro que mostrou todo o seu Valor sentando-se à cabeceira da mesa - e bancando a conta - arrancou gargalhadas da VG ao recordar um episódio dos tempos das vacas magras: o erro de leitura de um exame que o transformou em pai de trigêmeos. A poderosa Rosane Toledo (OO) alfinetou: “Na época, ele não sonhava que se tornaria um William Bonner”, afirmou, vestindo um tailleur que mataria de inveja a primeira-dama do Jornal Nacional. Odete Machado (OO), com um corpitcho de Luíza Brunet – jurou ser resultado apenas de não comer carne desde a adolescência – chegou cheia de disposição. Convidou a VG para uma noitada num clube da AV Angélica onde rola show de sadomasoquismo. No local, quando todos eram da Segunda Idade, funcionava uma casa que tocava soulnegão. O Gigeto era a cantina da moda e Vila Madalena tinha (tomara que continue) ares da Santa Teresa carioca. (N.A.:Sem o bondinho e o Bloco das Carmelitas, é claro!, pra matar a paulistada de ciúme). Robson Luquesi (OO), no centésimo quadragésimo casório, deu uma de celebridade. Disse que não falava de vida pessoal. E sobre a bolsa-família, que as ex-recebem, usou o conhecido bordão da Copélia, de Toma Lá Dá Cá: “Prefiro não comentar!”. Robinho, como era conhecido na época em que pedalava até em praias nordestinas, repetiu a dose ao ter a memória ativada para se lembrar da louca carioca, amiga do Carrlossss Ramusssss (não declara a idade por achar a pergunta a maior falta de ética) que teve um piti num jogo do Porco, no Palestra, quando rolou uma porradaria e gritava: “Me tira do meio dessa Mancha Preta!”. Sempre estilosa, Alessandra Pereira (00), com o cabelão preto (N.A.: a l’Oreal agradece) e preso em desalinho, tirou da cachola uma piadinha que os autores, por terem algumas velinhas no bolo a mais que ela, nem se lembravam. “Ô Sorima, o que você e o Ramusss acharam que eu era quando entrei na redação do Dipo, com um tricô preto que vinha até a cintura, para começar a ralar? (N.A.: A Velhice é triste, provoca amnésia. E maravilhosa, porque destrava a língua). Vocês acharam que eu fosse dark, punk, alguma das porras das tribos que existiam naqueles longínquos anos 1988”. Carlosss Ramusssss, depois de encarar um puta engarrafamento na Dutra, altura de São José dos Campos, onde passou no INPE para saber quantos arbustos o satélite localizou no então Pulmão do Mundo, e quantos corpos de madereiros e mateiros estavam trucidados pelos índios, que invadiram as reservas, nem precisou justificar o atraso. As tias Suricas, Áurea Marias, Docas e os Monarcos, Anicetos e Argemiros da VG do Dipo entenderam rapidinho a situação do pobre-coitado. Bastou ver o figurino e o adereço que ele usava: calça de linho, com friso, sapato de bico fino e chapéu de malandro brancos e um blaser de cetim verde com a estrela da Mocidade Independente (que quase já não reluz) e apoiado numa bengala a la Manoel Carlos, que, obviamente, tinha um motivo. “É o toque do Lebron ao restante do figurino bolado por uma cabeça suburbana (N.A.: Aí seria cabeça periférica)” Ramusss se refez dos olhares e risinhos, deixou escorrer seu veneno observando que o papel de parede da Seabra’s Mansão cheirava a sexo, ainda lançou um desafio ao poderoso Joãomargarina: “Joãozinho querido! Vamos pro Rio desfilar. Te arrumo uma vaga na VG da Imperatriz Leopoldinense. O povo de Ramos vai adorar!!!!!!” A noitada/balada terminou ao som de: “Hoje eu vou tomar um porre, não me socorre que eu to feliz! Hoje eu vou de bar em bar, viver a vida que eu sempre quis...” PS – Se algum velhinho infartar, corra para um boteco e não para um hospital. Se fizerem algum evento/acontecimento e se esquecerem de mim, levo o Porradabella para acabar com a festa. Ele adora velhinhos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
giovane disse...
ResponderExcluirOi, Tuninho!!! Adorei e é claro, fiquei meio no 'banzo', afinal, acompanhei (mesmo que na qualidade de 'sobrinha do Ramusss') as deliciosas noites regadas a tabule, sorima,cerveja, robson, estadão, vinho, mitika, mutamba, a leandro de itaquera, miro, edifício dacon, sambódromo do anhembi, encantado, campo limpo(ops!), pipira, repolhinho num pé-sujo da consolação, tayná...aaafff, cansei. Em tempo, escolhi o doutorado da USxxxP. Beijos.
4 DE AGOSTO DE 2009 08:00