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14/5/2008 01:12:00 EDITORIA CULTURA E LAZER
Marcos Palmeira encabeça campanha de defesa de índios do Rio
PG3
Rio - Foi lançada nesta terça-feira, no Bar Desacato, a campanha ‘Quem Quiser Fazer Por Mim Que Faça Agora’, idealizada pelo jornalista Carlos Ramos e encabeçada por Marcos Palmeira, Letícia Spiller e Eriberto Leão. A campanha visa a ajudar a Casa do Índio, na Ilha do Governador, que abriga 33 índios com sérios problemas de saúde e, por isso, não podem ficar em suas aldeias. “São os excluídos dos excluídos”, diz Marcos. Camisas da campanha foram vendidas por R$ 25 e autografadas pelos globais. Infelizmente, a Casa não vem recebendo nenhuma verba oficial e sobrevive apenas de doações. Desde o ano passado, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que a Fundação Nacional do Índio (Funai) repasse verbas para a Casa. E até hoje nada. “Ao invés de fazer uma política de preservação, a Funai faz o contrário. O Brasil não tem nenhuma política indianista até hoje. Os índios ficam à mercê da boa vontade de quem está no poder. A Funasa (Fundação Nacional da Saúde, órgão do Ministério da Saúde que, entre outras atribuições, tem a missão de cuidar da saúde das comunidades indígenas) sempre está metida em falcatruas”, desabafa Palmeira, mostrando conhecimento de causa. A relação de Palmeira com a Casa do Índio é antiga. Ele conhece há muitos anos o trabalho da sertanista e advogada Eunice Cariry, fundadora e responsável pela instituição até hoje. “Ela é uma guerreira”, afirma. Entre os 33 índios que atualmente vivem lá, um é especial: trata-se de Januário, que é considerado irmão do ator. Ele é filho do cacique Germano, da aldeia Onça Preta, da tribo xavante que batizou o artista. Em 1980, Marcos foi batizado com o nome de ‘Tsiwari’, ou ‘O Filho Valente’. Quase vinte e cinco anos depois, o ator filmou o documentário ‘Expedição A’Uwe - A volta de Tsiwari’, resultado de uma nova visita, de 15 dias, que ele organizou à aldeia. E seu engajamento não pára por aí. Além de ter co-dirigido o filme, ao lado de Laine Milan, ele também participa dele à frente da câmera. Marcos, ator exclusivo da Globo, vai apresentar, a partir de 1° de junho, na TV Cultura, a atração ‘Projeto A’Uwe’, que vai exibir, além de seu documentário, vídeos feitos pelos próprios índios. “A Globo me liberou”, comemora ele. NB - Essa idéia, que surtiu efeito prático e imediato - olha os artistas fazendo papel dos políticos! - começou, na verdade, nos anos 1980, na redação do Tribuna BIS, da Tribuna da Imprensa, onde eu e Lilian Newlands trabalhávamos. A gente sempre falava de índios, sertanistas. Quando a campanha se tornou realidade, Lilian, que conhece toda a história da Casa do Índio e a luta da 'Mãe Coragem" Eunice Cariry para mantê-la, saiu com essa pérola: "a gente não tá querendo salvar o Planeta, a Amazônia. Mas estamos fazendo a nossa parte, defendendo nossos índios que vivem na Ilha do Governador". Agradecimento especial ao Marquinhos que citou meu nome como mentor da campanha, na entrevista concedida ao amigo e jornalista Luiz Fernando Coutinho que, à época, trabalhava na coluna PG3.
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