domingo, setembro 20
PINTAR MORRO DE VERDE-E-ROSA PRA VIRAR ATRAÇÃO TURÍSTICA
JURO q quase não acreditei quando li a matéria de pag 3 inteira do EXTRA do domingo, 20 de setembro, com o presidente da MANGUEIRA, Ivo Meireles. Sinceramente, uma matéria feita a 4 mãos, que não foi fechada de sexta pra sábado, que passou pelo crivo dos 'FAZEDORES' do jornal mais lido do país, engolir - sem questionamentos - a história do morro pintado de verde-e-rosa na versão do autor, é de dar dor de barriga. Sem falar que não tem nada de original. O ex-prefeito Factóide Maia já havia proposto algo igual. Numa cor só e para outra comunidade ou complexo. (A Coroa tá com as casas quase todas pintadas de branco e em outro morro do complexo do Catumbi sobressai o verde). O buraco é mais em baixo. Qual a garantia que o coloridíssimo presidente dá a quem mora fora de ter o direito de ir e vir conhecer a Mangueira? As autoridades vão segurar essa onda? Ou será que as casas pintadas na mesmas cores não vão facilitar... Bem, não vou ficar aqui dando luz a cego. Quem editou a matéria deveria ter cobrado essas questões dos dois repórteres. Peguei por esse lado, porque isso mereceu chamada de capa. (Arebaba!). O principal da matéria era o reinado do Ivo. As finanças da escola etc. No lead diz que ele assumiu em abril com os cofres vazios, sem qualquer patrocínio até para a Vila Olímpica. Na primeira aspas do entrevistado ele diz que há dois meses venceu o patrocínio da Petrobrás. GENTE: informação é uma equação. A + B = C. Estamos na segunda quinzena de setembro...Outra coisa esquisita é que em determinado momento, Ivo diz que foi a Brasília falar com o governador e está pedindo audiência com o prefeito. (De onde, EXTRA? Brasília não tem prefeito). E o que Brasília tem de tão musical pra enfiar dinheiro na Mangueira, já que o enredo é sobre a MPB? IMPERDOÁVEL MESMO foi o EXTRA - que cansou de escancarar o atual presidente da mais querida em sua primeira página qdo ele perdeu a posição de presidente da bateria e a escola teve o nome envolvido com o tráfico -, em momento algum tocar nesse assunto. É o chamado jornalismo chapa verde-e-rosa? Já não basta o cinza-e-branco que estão fazendo qdo se trata da política da capital e do estado do Rio?
VANESSA GIÁCOMO NA VIRADOURO. O QUE O 'U' TEM A VER COM A 'ALÇA'?
PARECE + o samba do crioulo doido: Vanessa Giácomo foi homenageada na Viradouro por causa do sucesso de seu personagem Rosinha, de Paraíso. A escola de Nikiti traz para o Sambódromo, em 2010, o enredo 'México, o Paraíso das Cores Sob o Signo do Sol', dos carnavalescos Edson Pereira e Junior Schall.
O que a fictícia Paraíso, que fica no interior de Minas, tem a ver com o México, já seria o suficiente para se perguntar: o que o 'U' tem a ver com as 'ALÇAS'?
A loucura continuou com a presença insossa da atriz e seu marido, Daniel Oliveira (teve um site que o chamou de namorado), ali, deslocados, cinturas-duras, e, certamente, achando que estavam rebolando como dois passistas natos. E, mais uma vez, fica a pergunta: o que o 'U' tem a ver com a 'ALÇA'. Daniel e Vanessa pagaram o micão da semana.
Isso é coisa de escola que vem a nado e que só ganhou um carnaval justamente quando tirou um mais que merecido bicampeonato da Mocidade (em 97). E que ficou conhecido como o carnaval da peninha. Mas isso, certamente, pouco importa ao mais novo casal de sambistas da praça!!!!
sexta-feira, setembro 18
Danuza Leão não perde a elegância jamais!
Nem preciso dizer que não voto na Mãe do PAC em hipótese alguma. Votei duas vezes no Lula e me arrependo amargamente, mesmo sendo uma (a de 89) no segundo turno. Não gosto nem de lembrar a única x q apertei o dedo em cima da cara e do nome dele no primeiro turno. Na Marina Silva tbem não voto. Primeiro pq acho que o discurso dela carece de maior diversidade de temas. E tbem porque temo que, ao invés de embolar o meio de campo, uma candidatura própria do PV à presidência pode ser um tiro pela culatra e virar algo auxiliar da candidatura da máquina. Enfim, o que vale reproduzir é uma crônica da Danuza Leão - um texto elegante como a autora sabe ser. Mas que coloca o dedo na ferida.
Folha de S. Paulo de 16/08/2009.
DANUZA LEÃO
Quem tem medo da doutora Dilma? VOU CONFESSAR: morro de medo de Dilma Rousseff. Não tenho muitos medos na vida, além dos clássicos: de barata, rato, cobra. Desses bichos tenho mais medo do que de um leão, um tigre ou um urso, mas de gente não costumo ter medo. Tomara que nunca me aconteça, mas se um dia for assaltada, acho que vai dar para levar um lero com os assaltantes (espero); não me apavora andar de noite sozinha na rua, não tenho medo algum das chamadas "autoridades", só um pouquinho da polícia, mas não muito.Mas de Dilma não tenho medo; tenho pavor. Antes de ser candidata, nunca se viu a ministra dar um só sorriso, em nenhuma circunstância.Depois que começou a correr o Brasil com o presidente, apesar do seu grave problema de saúde, Dilma não para de rir, como se a vida tivesse se tornado um paraíso. Mas essa simpatia tardia não convenceu. Ela é dura mesmo.Dilma personifica, para mim, aquele pai autoritário de quem os filhos morrem de medo, aquela diretora de escola que, quando se era chamada em seu gabinete, se ia quase fazendo pipi nas calças, de tanto medo. Não existe em Dilma um só traço de meiguice, doçura, ternura.Ela tem filhos, deve ter gasto todo o seu estoque com eles, e não sobrou nem um pingo para o resto da humanidade. Não estou dizendo que ela seja uma pessoa má, pois não a conheço. E acho muito corajosa a ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira, que está enfrentando a ministra afirmando que as duas tiveram o famoso encontro. Uma diz que sim, a outra diz que não, e não vamos esperar que os atuais funcionários do Palácio do Planalto contrariem o que seus superiores disserem que eles devem dizer. Sempre poderá surgir do nada um motorista ou um caseiro, mas não queria estar na pele da suave Lina Vieira. A voz, o olhar e o dedo de Dilma, e a segurança com que ela vocifera suas verdades, são quase tão apavorantes quanto a voz e o olhar de Collor, quando ele é possuído.Quando se está dizendo a verdade, ministra, não é preciso gritar; nem gritar nem apontar o dedo para ninguém. Isso só faz quem não está com a razão, é elementar.Lembro de quando Regina Duarte foi para a televisão dizer que tinha medo de Lula; Regina foi criticada, sofreu com o PT encarnando em cima dela -e quando o PT resolve encarnar, sai de baixo. Não lembro exatamente de que Regina disse que tinha medo -nem se explicitou-, mas de uma maneira geral era medo de um possível governo Lula. Demorei um pouco para entender o quanto Regina tinha razão. Hoje estamos numa situação pior, e da qual vai ser difícil sair, pois o PT ocupou toda a máquina, como as tropas de um país que invade outro. Com Dilma seria igual ou pior, mas Deus é grande.Minha única esperança, atualmente, é a entrada de Marina Silva na disputa eleitoral, para bagunçar a candidatura dos petistas. Eles não falaram em 20 anos? Então ainda faltam 13, ninguém merece.Seja bem-vinda, Marina. Tem muito petista arrependido para votar em você e impedir que a mestra em doutorado, Dilma Rousseff, passe para o segundo turno
terça-feira, setembro 1
CASO BELCHIOR - FANTÁSTICO DEU OU NÃO UMA BARRIGADA?
Da mídia, Belchior já andava sumido antes de 2007. Mas o Fantástico disse há 15 dias q ele estava desaparecido há dois anos. No domingo, 30/8, a história não foi bem essa. Claro que a imprensa (qquer uma) não se desmente publicamente. Mas fica a questão: foi ou não foi uma barrigada o que o Fantástico cometeu no caso Belchior?
Visivelmente sem graça, a repórter Sônia Bridi disse ao cantor e compositor - quando ele desmentiu a reportagem - que a produção do programa tinha procurado ele por 4 semanas e não tinha encontrado. O pior dessa emenda foi o próprio Fantástico ter exibido, no dia 30, o Belchior sendo entrevistado num programa da casa, de total credibilidade, como é o do Jô, em 2008. Meu Deus, com toda a tecnologia que a Globo dispõe, deveria ter consultado seu departamento de pesquisa antes de editar a matéria inicial - a do desaparecimento do ídolo da MPB - que foi motivo de chamada antes mesmo do domingo em que foi ao ar.
Será que tão preocupados em dar o furo, esse povo já se esqueceu até das quatro operações aritméticas? Se o homem foi ao Jô em 2008, ele não poderia ter sumido há dois. Bastava diminuir 2009 menos 2008 para saber - pelo menos pelos arquivos da Globo - a última vez que Belchior tinha dado as caras naquela telinha. E aí, que me desculpem a(s) fonte(s) confiável (is) que eles ouviram... A matéria tinha que cair.
Nisso tudo só um lamento: pena que não temos um programa jornalístico confiável, nessa mesma linha, em outra emissora, na programação dominical. Agora, o que compete com o Fantástico é o Programa do Gugu. Aff!!! Já estou com saudade do Repórter Record (dos que assisti e que não foram de culto à personalidade do dono da emissora. Por aí também, não é que a banda toca.
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