sábado, agosto 8

Hoje todo mundo quer ser escritor, diz Lya Luft

Qdo vi uma ex-BBB ganhando capa de um caderno de variedade do jornal mais vendido do País dois dias seguidos, pensei: valeu a pena meu amigo de longa data Guilherme Rocha, ter me convencido a fazer um blog. Lembrei que naquela conversa inteligente e agradável das tardes da TVE – O Sem Censura – tinha visto uma ESCRITORA falando sobre a importância de se revalorizar a literatura. Fiquei na dúvida se era a Nélida Piñon ou a Lya Luft. Foi a Lya. Reproduzo trecho da entrevista: “Hoje está uma moda e todo mundo quer ser escritor. É jogador de futebol, prostituta, dondoca, socialite, todos publicam livros. Nada contra. Acho que cada um tem direito de se expor, de falar. Eu respeito tudo isso. Mas há isto e também há literatura. Os atores costumam dizer que todo mundo quer ser ator. Mas escritor é mais simples ainda, porque não precisa ter talento para nada. Escreve, que todo mundo publica.(...). Não acho que seja uma coisa menor você ser uma prostituta e escrever teu livro, tuas memórias, ser um jogador de futebol e escrever teus macetes. Todo mundo tem direito de escrever suas memórias. Não é mais, nem menos. Nem melhor, nem pior. Mas a literatura mesmo tem que ser revalorizada”. O título desse post é para sacanear a Bolha. Odeio título com vírgula e a Bolha adora. E pior, fez escola.

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