quinta-feira, agosto 13

Mocidade Independente: Quem te viu, quem te vê

Certa vez, já no Salgueiro, Renato Lage brincou, na frente desse talentoso jornalista Leonardo Bruno, do Extra, q eu conhecia a Mocidade antes de ele começar a fazer carnaval. A primeira vez q desfilei foi em 1977, qdo o Mestre André mostrava q ninguém segurava a nossa bateria, e a Elza Soares - q puxava o samba - se estressou no final do desfile por se sentir sacaneada pela escola. Toda aquela novidade q estava vendo e participando e + o bafafá q rolou, além de aguçar meu lado de estudante de comunicação, me fez apaixonar pela verde-e-branco de Pe Miguel. E ficar atento para aquele micromundo que se passava diante dos meus olhos e ter a certeza, desde aquele momento, que o título de uma peça de Pirandello define bem o mundo do samba: Assim é, se lhe parece. Depois, através de Eduardo Miranda, mineiro querido, conheci intimamente na década de 80 o barracão da escola, ali na Pça XI. E as tropicálias maravilhas q brotavam da cabeça de Fernando Pinto. Tive mta sorte de fazer um PELO TELEFONE com ele, dois anos antes do genial Fernando morrer precocemente de acidente de carro. Falamos de tudo, literalmente, a ponto de ele me dizer q estava apenas enrolado numa toalha enqto me dava a entrevista. No antigo barracão, vi mtas vezes o Castor de Andrade. O q me encantava mesmo no 'doutor Castor' era seu poder de bancar e colocar a escola na avenida. Não estou fazendo julgamento moral de ninguém. Taí o Carnaval carioca para comprovar qual foi a única PPP (parceria pública privada) q deu certo nesse Brasil dos atos secretos. Não preciso citar as partes, né? Doutor Castor era disparado o mais carismático dos bicheiros. Isso já fazia a diferença. Escaneei a capa da Isto É com ele no sambódromo e uma ilustração, da mesma revista, mostrando a comissão de frente. Foi ele q levou Renato Lage para lá. Renato com seu talento ajudou a concretizar as bases de uma escola futurista, plantadas por Fernando Pinto. Era ruim de alguém apostar em uma campeã enquanto a Mocidade não passasse. Pois é Mocidade, quem te viu, quem te vê. Esse povo q tá apagando a nossa estrela (ficamos em último no desfile de 2009) não merece ser citado no meu blog. Esse povo passa, mas Padre Miguel vai voltar a olhar por nós. Enqto isso não acontece, pertenço ao Grêmio Recreativo Renato Lage. É meu carnavalesco predileto. Sou tiete dele e ponto final.

3 comentários:

  1. parabens pelo blog muito bom o conteudo, e uma cara muito bonita.

    Tambem sou blogueiro e estamsos eguindo seu blog

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  2. Coração Verde e Branco: Tbém tenho saudades desses tempos da nossa Mocidade. Volte Renato Lage!

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  3. Me deu curiosidade de ler essa matéria da Isto É sobre o Castor, vc tem ela escaneada? Se sim, me manda? abraço

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