segunda-feira, agosto 10

Nudez, Política e ... Mostrar RG, jamais

Qdo chegou da matriz do Globo o pedido de uma matéria sobre a nudez da Neuzinha Brizola, na Playboy, a Terezinha Lopes (q cobria política na sucursal em Sampa, onde eu trabalhava no 2º Caderno) botou pilha no Miltinho (o chefe): “essa pauta tem que ser do Carlinhos”. Terezinha, uma petista daquelas de salivar qdo via a estrelinha do partido, sabia qual era a minha orientação partidária (o antigo Partidão) e q jamais eu havia votado com Leonel Brizola, apesar de reconhecer os méritos dele. Estão aí os Brizolões, o Sambódromo, a Linha Vermelha que não me deixam mentir. Ccarioca da gema, Terezinha é uma figuraça. Não andava sozinha em elevador, nem amarrada. Em um plantão de final de semana, qdo a sucursal do Globo funcionava no Dacon, na Cidade Jardins, ela quase matou o ministro Dílson Funaro, de susto. Ele tinha escritório na torre e, como ficava em Brasília de segunda à sexta, no sábado costumava ir ao Dacon, o q ninguém sabia. A porta do elevador já estava se fechando, quando aquela mulher pulou dentro. Ao ver quem era, Terezinha se desculpou, e seu faro de repórter falou mais alto. Qdo entrou na redação, já tinha feito uma entrevista com o ministro. A redação era bastante unida. A gente costumava se reunir na casa de alguém. Certa vez, Denise Lima (q saudade!) fez um arroz-de-puta na casa dela, no Alto de Pinheiros. Toca o interfone e o porteiro anuncia: “a dona Terezinha está aqui em baixo”. A Denise: “manda ela subir”. E nada de Terezinha aparecer. Depois do terceiro ou quarto toque do porteiro foi q alguém lembrou do pânico q ela tinha de elevador e desceu para buscá-la.Mas a melhor da Terezinha foi num jantar no Gigeto. Nessa época se pagava conta com cheque e o garçom pedia o RG (identidade). Terezinha não mostrou. “Vc quer saber a minha idade? Eu, hein!”

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