sábado, agosto 8

Lançamento livro Apoena

Valeu a pena toda a história que acompanhei até o livro 'Apoena - O Homem Que Enxerga Longe' ficar pronto e ser lançado em 2007. Ajudei a escolher o título e tive o prazer de escrever a orelha. Comecei a conhecer a história em 1985, através da Lilian, qdo a gente esperava, na redação, a edição do dia seguinte da Tribuna Bis. Nem era pelas nossas matérias e sim para ler os hilários resumos dos filmes da TV, feitos pelo Onésio Paiva. Li os originais, datilografados, na casa de Búzios da Lilian, em 2002. Em 2004, contando com a ajuda da Neuzinha Caribé, no seu belo apartamento de Ipanema, a gente se revezava no trabalho de digitação. Neuzinha e outros amigos começaram a dizer que era uma história cinematográfica. E Lilian, já que era para pensar grande, saiu com essa: "só vendo os direitos se o filho do seu Zelito fizer o Apoena. E para a Denise, quero a Letícia Spiller". E ordenou: "Carlinhos, você que conhece os meninos, dê um toque neles". Toque dado, idéia comprada de imediato (o filho do seu Zelito é nada mais nada menos que Marcos Palmeira, que já conhecia e admirava a história de Apoena). Outro amigo de Marquinhos, o fotógrafo Ronaldo Nina, foi quem levou os originais para ele. E quando viu a foto da capa constatou que até fisicamente Marcos tem tudo a ver com Apoena. Quando o livro ficou pronto, ainda sem data e local de lançamento definidos, Marquinhos, Letícia e outro amigo, o Eriberto Leão, receberam os primeiros exemplares. Havia descoberto que Eriberto também se amarrava em índios e sertanistas numa dessas conversas paralelas (as mais interessantes) que estabeleci com ele quando eu trabalhava como repórter na night. Ele devorou o livro numa viagem que fez trabalhando para Fortaleza. Na volta, me ligou e intimou: "quero fazer o Zé Bell. O Apoena é mesmo o Marquinhos, e a Denise, a Letícia". Marquinhos e Létícia também 'compraram' os personagens. A corrente para que algum produtor ou cineasta compre os direitos do livro continua, engrossada por todos os envolvidos. E sonhar, pelo menos pra mim e pra Lilian, não custa nada. Chegou a fase do lançamento. Um local? Uma amiga, Rosane Sztejnberg era assessora de imprensa do Desacato. Nos levou para conhecer Clarissa e Nelson, donos do local. Rolou a tal química. Conseguimos fazer uma noitada emocionante. A mãe de Apoena, 82 anos, foi. Os filhos dele com Denise - Tainá e Chiquinho - idem. Letícia Spiller foi às lágrimas quando lia, ao lado de Jac Fagundes, Tessi Callado e Sérgio Fonta o texto sobre a obra, modestamente, preparado por mim e aprovado por Lilian. Além de divulgar o lançamento, acabei dando uma de produtor. E valeu a pena. A noite bombou!!!!!!!!!

Um comentário:

  1. ti ve o praser de conheser sua mãe uma pessoa muito especial com muitas historias para contar!

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